domingo, 30 de janeiro de 2011

JUDAS, MORTE, CONTRADIÇÃO, NOVO TESTAMENTO
Sabemos muito bem que um dos clássicos das contradições bíblicas é a morte de Judas. Qualquer um que tenha o mínimo de interesse em assuntos teológicos já ouviu falar nessa contradição escriturística cristã.

No entanto, apologistas, desde os pais da Igreja, têm trabalhado arduamente para fazer os dois relatos trabalharem juntos para um entendimento ampliado da morte de Iscariotes, ao invés de contraditório.

Para o internauta que ainda não esteja familiarizado com esses textos do Novo Testamento, aqui vai uma breve introdução à essa questão:

Quando Mateus[1] relata a forma que Judas morre, ele diz em Mt. 27:1-3:

27:1 E, chegando a manhã, todos os príncipes dos sacerdotes, e os anciãos do povo, formavam juntamente conselho contra Jesus, para o matarem; 27:2 E maniatando-o, o levaram e entregaram ao presidente Pôncio Pilatos. 27:3 Então Judas, o que o traíra, vendo que fora condenado, trouxe, arrependido, as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos, 27:4 Dizendo: Pequei, traindo o sangue inocente. Eles, porém, disseram: Que nos importa? Isso é contigo. 27:5 E ele, atirando para o templo as moedas de prata, retirou-se e foi-se enforcar.

No entanto, o relato eclesiológico de Lucas diz em Atos 1:18-19:

1:18 Ora, este adquiriu um campo com o galardão da iniquidade; e, precipitando-se, rebentou pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram. 1:19 E foi notório a todos os que habitam em Jerusalém; de maneira que na sua própria língua esse campo se chama Aceldama, isto é, Campo de Sangue.

A questão bem conhecida é: Judas se enforcou ou morreu de uma queda?

Durante os anos em que fui cristão convicto, as duas explicações neotestamentárias da morte de Judas pareciam complementares e bem satisfatórias, ou pelo menos possíveis.

Como uma pessoa poderia morrer enforcado e de uma queda ao mesmo tempo? Bom, tendo boa criatividade e imaginação, apologistas chegaram à algumas conclusões.

Segundo o que dizem, Mateus parece lidar com a maneira da tentativa de suicídio de Judas, Atos descreve o resultado. Encaradas juntas, as duas narrativas indicam que Judas tentou enforcar-se sobre um penhasco, mas, quer a corda, quer o galho de árvore, se rompeu ou quebrou, de modo que mergulhou e se rebentou nas rochas mais abaixo. Tal possibilidade certamente é concebível, em vista da topografia em volta de Jerusalém, conforme exemplifica essa foto:

Contradição sobre a Morte de Judas

Norman Geisler diz em Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e Contradições da Bíblia:

Esses relatos não são contraditórios, mas mutuamente complementares. Judas enforcou-se assim como Mateus afirma que ele fez. O relato de Atos apenas acrescenta que Judas caiu, e o seu corpo rompeu-se pelo meio, e suas entranhas se derramaram. Isso é exatamente o que seria de se esperar que acontecesse com quem se enforcasse numa árvore sobre um penhasco de rochas pontudas e sobre elas caísse.

Primeiro, vamos lidar com essa explicação. Percebemos claramente que até mesmo os críticos do Novo Testamento são mais fiéis ao texto do que os crentes, pois nós falamos apenas o que está no texto. Não há, nem em Mateus, nem em Atos, qualquer referência à Judas se enforcar numa árvore sobre um penhasco de rochas pontudas, onde ele caiu e morreu, isso é uma conjectura para tentar harmonizar o relato.

Nós, que aplicamos a abordagem histórica-crítica do NT, ironicamente somos mais fidedignos nas interpretações, pois nos agarramos apenas aos dois textos, nós fazemos como disse o próprio cristão Paulo:

“Não ir além do que está escrito” (1 Coríntios 4:6)

Então, para um cristão conciliar as duas passagens, ele precisa justamente “ir além das coisas escritas” em Mateus e Atos, e imaginar Judas no meio do mato procurando alguma árvore que ficasse na ponta de um precipício, justamente pensando: “É melhor me enforcar aqui, porque se o plano A não funcionar, do plano B eu não escapo”. Ou, provavelmente, Judas queria morrer tendo um vista panorâmica.

Observa-se claramente que é pura tentativa desesperada de fazer os dois relatos se “harmonizarem”, ou se “completarem”.

Alguns podem chegar à conclusões tão loucas como John Gill, grande erudito evangélico do século XVIII, maior especialista da cultura e literatura judaica em seu tempo. Ele comenta sobre o texto de Mateus:

“Isso (i.e o verbo “enforcar-se”) também poderia ser traduzido como nas versões Árabes e Etíope, que “ele foi estrangulado”; e isso pelo diabo, como Dr. Lightfoot pensa.”

Exatamente isso, alguns acham que Judas não se enforcou, o diabo estrangulou ele. Me recuso a comentar essa! Indo mais além, John Gill comenta outra possibilidade:

“Essa doença os judeus chamavam de אסכרא, “Iscara”; e se foi o que lhe acometia desde de sua infância, seus pais poderiam assim chamá-lo de Iscariotes.”

Assim, John Gill estaria dizendo que o verbo “se enforcou” seria na verdade Mateus descrevendo apenas um ataque emocional que Judas teve. Mas embora pareça uma explicação bela, nem mesmo John Gill acredita nela, quando ele mesmo diz que Judas morreu enforcado. Além disso, “Iscariote” não se refere à essa doença emocional chamada “Iscara”; elas apenas soam parecidas. “Iscariotes” significa “Homem de Queriote”. - Cf. International Standard Bible Encyclopedia, no verbete JUDAS, ISCARIOT.

Se “Iscariotes” significa, como muito comumente se imagina, “Homem de Queriote”, então provavelmente identifica-o como sendo da cidade de Queriote-Esrom, de Judá, e não uma doença que Judas tinha desde a infância.

Outros cristãos já foram mais honestos. O famoso antropólogo cristão de Oxford, C.S Lewis, foi levado por esse assunto a rejeitar a ideia de que “cada afirmação das Escrituras deve ser verdade histórica” (letter to Clyde S. Kilby, 7 May 1959, citado em Michael J. Christensen, C. S. Lewis on Scripture, Abingdon, 1979, Appendix A)

Quando se trata de imaginar explicações para harmonizar passagens bíblicas, sempre haverá mais uma, e outra teoria nesse sentido, como no site TEKTON, onde o apologista recorre ao malabarismo exegético ao dizer:

A palavra grega traduzida como “enforcou-se” é apanchomai palavra usada na literatura grega que significa asfixia-se ou apertar a si mesmo como com grande emoção ou tristeza.

Essa afirmação não vem acompanhada de referências lexicais e está na mesma linha de John Gill, que sugeriu que Judas se engasgou, mas não morreu. No entanto, o próprio site admite que são raros o uso dessa palavra grega nesse sentido, e afirma que embora isso fosse um possibilidade, mesmo assim constitui-se uma improbabilidade.

Os estudiosos modernos tendem a rejeitar esses métodos (Raymond E. Brown, An Introduction to the New Testament, p. 114; Charles Talbert, Reading Acts: A Literary and Theological Commentary, Smyth & Helwys (2005) p. 15; Frederick Dale Bruner, Matthew: A Commentary, Eerdmans (2004), p. 703), afirmando que o relato de Mateus é uma exposição midráshica que permite ao autor apresentar o evento como um cumprimento de passagens proféticas do Antigo Testamento. Eles argumentam que o autor acrescenta detalhes imaginativos, como as trinta moedas de prata, e o fato de que Judas se enforca, a uma tradição anterior sobre a morte de Judas.

Acho que essa segunda opção nem merece uma refutação, pois, “detalhes imaginativos”, e falsas “profecias”, como esses mesmos estudiosos comentam, mostra por si só que não pode ser histórica e literariamente confiável.

Para concluir, acho que a melhor forma de estabelecer o assunto é prestarmos gramaticalmente atenção as duas citações bíblicas. Em Mateus, a versão diz que ele “se enforcou” απηγξατο (Gr.: apegzato). Esse verbo monologeto está na terceira pessoa do singular do aoristo médio indicativo. O tempo verbal e sua forma descrevem a tentativa de enforcamento como algo voluntário e consciente, cujo objetivo foi consumado, ou seja, ele morreu dessa forma, enforcado.

Se, conforme dizem os apologistas, a corda se arrebentou e Judas caiu do precipício, então em Atos 1:18, o verbo principal deve estar de uma forma “passiva”, por assim dizer, pois Judas teria caído involuntariamente; não era sua intenção, nem foi uma ação feita de forma proposital como foi seu enforcamento.

No entanto, em Atos dos Apóstolos, o texto diz justamente “precipitando-se” (ACF) “jogando-se” (NM) do grego πρηνης γενομενος, sendo que πρηνης (td.: “de cabeça”) é um adjetivo nominativo singular masculino, e πρηνης que é o nominativo singular masculino do verbo aoristo passivo médio.

Alguns alegam que o vocábulo “precipitando-se” não é usado em conexão com qualquer penhasco. Dessa forma, o texto poderia estar dizendo que ele “se jogou” na tentativa de se enforcar, como diz o relato de Mateus, pois, ao se enforcar, a pessoa precisa se jogar para que a corda aperte o pescoço. Contra isso, podemos dizer que “precipitando-se” não é usado em referência à um enforcamento em At. 1.18, mas sim ao resultado da morte de Judas, ou seja, resultado da queda, que foi ter suas entranhas estouradas.

No texto também não tem escrito literalmente “ele se jogou de um penhasco”. Apesar disso, podemos dizer que, da mesma forma que não existe penhasco, também não existe enforcamento e mesmo não se usando o vocábulo “penhasco”, ou qualquer coisa que fosse, podemos inferir isso do texto.

O verbo “precipitando-se” está se referindo ao que levou a morte de Judas. Mateus diz que o que levou à morte de Judas foi o enforcamento, mas Lucas em Atos 1.18 diz que a queda dele foi que causou sua morte. Inferimos que ele se jogou de algo como um penhasco, pois o texto menciona que, com o impacto no chão, “rebentou” seu corpo “pelo meio” e “todas as suas entranhas se derramaram”. (ACF) Um ser humno, com cerca de 60kg ainda sobrevive a uma queda de 10m, dependendo de alguns fatores, lógico. Dessa forma, para se ter um resultado como o descrito em Atos 1:18, o corpo de Judas caiu de uma altura considerável, por isso relacionamos o “precipitando-se” ao penhasco, ou qualquer outro lugar alto o suficiente.

Diferente do que os defensores do Cristianismo dizem, não temos em Mateus a tentativa e em Atos o resultado, temos, nos dois textos, os resultados da morte de Judas, um por enforcamento e o outro através de uma queda.

Alguns argumentam que se Lucas em Atos 1.18 estivesse se referindo à se jogar de um penhasco, ele teria usado a mesma palavra grega em Lucas 4:29, onde Jesus é arrastado por seus inimigos, que desejavam jogá-lo de um penhasco. Em Lucas 4:29 ele usa a palavra κατακρημνιζω que significa “cair de cabeça”.

Contra isso, arguímos que em uma língua não existe apenas um forma de se fala algo. Todos nós, com o mínimo de instrução, sabemos que existem os sinônimos, e palavras paralelas que transmitem o mesmo sentido. Só o fato de Lucas usar dois vocábulos diferentes não quer dizer necessariamente que ele queria dizer duas coisas distintas. Em Mateus 4:6, quando o diabo tenta Jesus para que esse se joge do pináculo do Templo, o verbo já é outro, é βαλλω. Também, leve em consideração que em Atos o escritor descreve um ato voluntário de Judas, ele “se jogou”, como suicida; mas em Lucas 4:29 não temos a ideia de que Jesus “se jogaria” como suicida, mas sim que ele seria “jogado” por seus inimigos.

Voltando para Atos 1:18, observamos que muitas traduções modernas dizem “caiu”, ou “caindo”, eliminando o significado do original, justamente para facilitar para os apologistas cristãos a ideia de que ele “caiu” acidentalmente, ao invés de “se jogar”, que parecia logo de cara uma discrepância. Não obstante, como observado, Atos descreve uma ação consciente e deliberada de Judas. Assim, o texto grego não diz que Judas “caiu”, “foi jogado”, o texto no original grego diz que ele “se jogou”, estando consciente disso, algo que não se harmoniza com Mateus, afinal de contas, como um morto pode se jogar de algum lugar? Portanto, ou Judas “se enforcou” (Mateus) ou “se jogou” como diz em Atos. Dois verbos ativos que não podem ser conciliados como relatos histórica e igualmente confiáveis. Apenas um pode ser verdade, se é que algum deles é.

Assim, é mais fácil ser honesto como C.S Lewis e reconhecer que não há como espernear e insistir em harmonizar as duas coisas. Certamente, se esses dois relatos fossem inspirados pela mesma Mente e o mesmo Espírito, não precisaria de apologista nenhum, estaria tudo além de dúvidas.


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[1] Veja: Evangelho de Mateus — Quem Realmente Escreveu?

76 comentários:

  1. MUITO BOM CARA.

    EU TENHO ANALIZADO DEMAIS OS TEXTOS BIBLICOS, MESMO ANTES DE ACHAR SEU BLOG.

    SOU CRISTÃO, TENHO FÉ EM CRISTO E EM DEUS, POIS JÁ FUI PROVADO DE SUA EXISTENCIA, MAS NÃO SOU CEGO A PONTO DE VER ESSES ERROS GROTESCOS.

    PARABENS.

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    1. Obg... volto a lembrar que eu não sou ateu.

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    2. QUERIDO NÃO HÁ CONTRADIÇAO. LEIA ESSE PEQUENO TEXTO NESSE LINK.

      http://impactoaudioblog.blogspot.com.br/p/a-viuva-e-o-juiz-lucas-18.html

      O AUTOR SE DISPÕE A ESCLARECER DE DESFAZER QUALQUER DUVIDA CONTRADITÓRIA.

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    3. Li o texto só para dar umas boas gargalhadas...

      1° o texto não é nenhuma pesquisa séria com nenhuma referência, exceto uma citação tosca de um dicionário online de português. Ele disse: "Você já parou para analisar o significado da palavra precipitando-se? Veja o que descobri:" Nossa, que descoberta exegética! ele foi em um dicionário online e descobriu o significado de "precipitar-se", realmente, isso resolveu todos os problemas do texto.

      2° Ele dá a mesma explicação tosca e chula que todo crente dá sobre a morte de Judas, dizendo que: "Provavelmente arrebentou a corda, ou quebrou o galho e ele caiu sobre as rochas e seu corpo se desintegrou com a queda, queda esta, provocada pelo ato de enforcar-se." Coisa que já refutei no artigo acima... coisa que sempre acho engraçado, Judas correndo no mato procurando um árvore que ficasse na beira de um precipício rsrsrs.

      3° Depois, conclui a explicação, nada novidade para ninguém, dizendo: "Quem sabe, tenha sido o galho que quebrou? Enfim, não sabemos detalhes precisos, mas, sabemos que alguma coisa aconteceu para arrebentar o corpo de Judas, quando este se enforcava." Pois é, "talvez, quem sabe, pode ser que...blábláblá", um monte de conjectura para fugir do sentido óbvio das contradição.

      Vocês acham essas explicações maravilhosas porque vocês precisam disso, são como crianças que precisam ainda crer no Papai Noel, gostam do texto porque o mesmo diz o que vocês querem ouvir. O blog citado diz: "É preciso usar a inteligência que Deus nos deu para conciliar os textos e concluir que a Palavra de Deus é verídica e não contradizente."

      Se a Bíblia não tivesse contradição, não haveria necessidade de ninguém conciliar nada.

      No entanto, que seja feliz na sua inocência crédula e continue a ler apenas aquilo que você deseja acreditar.

      Obg pela visita.

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    4. (Pv 1:5-7 [JFA-RA(Br)])
      Ouça também, o sábio e cresça em ciência, e o entendido adquira habilidade,
      para entender provérbios e parábolas, as palavras dos sábios, e seus enigmas.
      O temor do Senhor é o princípio do conhecimento; mas os insensatos desprezam a sabedoria e a instrução.


      SUA "SABEDORIA" NÃO CONDIZ EM TEMOR, MAS, SIM EM DESTEMOR, FICA ESPERTO O REI ESTÁ VOLTANDO.

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    5. heuehuehueueuhueh.... eu bolo de rir com vocês! Ai que meda o rei dele tá voltando rsrsrs... ele só está um pouco atrasado brother, já faz uns 2 mil anos, mais ou menos, que vcs esperam isso :-)

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    6. Explica uma coisa pra mim,Eduardo: Em uma parte Judas joga as moedas no templo e vai se enforcar, na outra passagem ele pega as moedas, compra um terreno e morre caindo e se partindo ao meio. Bem, ou ele jogou o dinheiro fora ou ele comprou um terreno com esse dinheiro, as 2 ao mesmo tempo não dá!E se vierem me dizer que quando ele jogou o dinheiro no templo foi pra comprar o terreno, eu peço pra sair!(mas se o evengélico é "sola scriptura", onde tem essa parte escrita? Revelação do Espírito Santo? Se for, eles não poderão reclamar de outras religiões cristãs que tiveram e tem revelações distintas deles! Duro é você reclamar dos outros quando eles acreditam de uma forma diferente de você e você pergunta: Aonde tem isso na Bíblia? Agora pra defender seu ponto de vista, pode inventar o que quiser(que não tem escrito na Bíblia),né? Basta dizer que o Espírito Santo dá discernimento! É muita desonestidade intelectual pro meu gosto...
      Leandro

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    7. Pois é Leandro, essa é a uma outra contradição atrelada à morte de Judas bem conhecida. Não dá pra debater com essas pessoas. Eu fui até o blog do cara e quando ele viu que não tinha mais o que dizer, disse:

      "POR FAVOR VOCÊ NÃO MUDARÁ A VERDADE E NÃO DEIXAREMOS QUE SUA MENTIRA SE EXPANDA. ENTÃO CHEGA DE DEBATER O ASSUNTO, CUIDE DE SUAS OBRIGAÇÕES QUE TENHO AS MINHAS A CUIDAR.
      DEIXO UM CONSELHO FINAL:
      - PROCURE O JESUS QUE TE AMA, POIS ELE QUER TE SALVAR!
      DESPEÇO-ME DIZENDO

      QUE DEUS ILUMINE SUA MENTE E TE MOSTRE A VERDADE QUE LIBERTA (JOÃO08:32)"

      Saiu pela tangente dizendo que vai orar por mim rsrsrs... mais acredite, eu me divirto com essas tolices e esse comportamento infantil de uma pessoa desesperada para sustentar uma fábula.

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  2. Arrependa-se enquanto há tempo...pode se lembrar disso algum dia quando sua alma estiver em sofrimento.

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    1. Hehe... eu sempre comento que amo os comentários dos cristãos aqui no blog porque ou eles argumentam contradições e coisas sem sentido, ou fazem como você... ficam sem argumentos e apenas dizem que vou pro inferno. Dizer o que disse é o mesmo que você, sendo cristã, ouvir um mulçumano dizendo-te: "Arrependa-se enquanto há tempo...pode se lembrar disso algum dia quando sua alma estiver em sofrimento." Que efeito isso tem sobre você? NENHUM! Você não acredita no Islamismo, tanto quanto eu não creio no Cristianismo. Acorda Luciene, estamos no século XXI, essas suas palavras funcionavam apenas na Era das Trevas, no período Medieval, hoje em dia o máximo que podemos fazer é rir disso.

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    2. Certamente voce tem se esforçado e encontrado inúmeras razões para não crer.

      Mas o que me faz crer é uma única razão. E o que tenho experimentado guardando os preceitos Bílicos. Preceitos como o não matarás, o não adulterarás, como o não roubarás, como o não darás falso testemunho contra o teu próximo,... estes preceitos nos conserva a vida e a paz.

      Por isso pesando na balança vejo que a Bíblia tem infinitamete mas bém do que "mau" para oferecer.

      " Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão. 1 Timóteo 6:11"

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    3. Olá filho de abraão!

      As pessoas ao redor do mundo têm inúmeros motivos para crer e não crer e eu não as inferiorizo o supervalorizo-as por isso. A maioria das pessoas que não crê basea-se em raciocínio, estudo, pesquisa e com isso não vê motivos para se crer e seguir um código de doutrinas e dogmas que, na maioria das vezes, é preconceituoso e injusto.

      Da mesma forma, as pessoas que creem assim o fazem mais pela emoção do que pela razão. Para estes, não importa se a Bíblia tem contradições, o que importa é que quando elas leem o Salmo 23:1 elas se sentem reconfortadas.

      No seu caso, por seguir o código de moral da Bíblia você se sente bem, em paz e feliz. ÓTIMO! fico muito feliz por você, pois desejo que encontre a paz e a felicidade que todo ser humano almeja. O código de moral da Bíblia é fabuloso, concordo em quase a plenitude!

      No entanto, isso para mim não constitui um motivo para crer em tudo que a Bíblia prega, ou mesmo aceitar o Cristianismo. Primeiro, os 10 Mandamentos que você citou foi copiado por Moisés de outros códigos antigos de moralidade, como o de Hamurabi. Segundo, pessoas de outras civilizações não-cristãs também têm leis parecidade ou idênticas, como os mulçumanos, nem por isso você se tornará membro do Islã. Terceiro, uma pessoa justa e boa de coração não precisa ler em um livro que matar, roubar, mentir e trair são atitudes erradas. Nós, seres humanos, temos consciência dessas coisas.

      Quantas vezes você já viu no jornal a notícia de um ateu que explodiu uma bomba matando centenas de pessoas? Quantas vezes você já leu em livros guerras feitas por ateus que acabaram com a vida de milhares de pessoas? Tenho certeza que NUNCA você ouviu essas notícias! No entanto, Cristãos e Mulçumanos, judeus no passado e no presente, religiosos ao redor do mundo têm feito tudo isso que mencionei.

      Em nenhum momento, nesse blog, eu digo que a Bíblia é um livro ruim, mau ou coisa do tipo. A Bíblia desempenhou um papel muito importante e desempenha até hoje. O que não podemos tolerar são os dogmas, os preconceitos e os problemas engendrados na crença em um livro que 90% é fábula e mito.

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  3. Fiquei na dúvida, o Senhor é ateu ou cristão?

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    1. Nem um nem outro. Fui cristão fundamentalista por 12 anos. Hoje sou deísta, embora às vezes eu acorde agnóstico!

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  4. Depois de tudo o que foi lido, só consigo chegar á uma conclusão:
    O ser humano jamais saberá ou chegará á um patamar perfeito do conhecimento. Devemos sim buscar a verdade, e creio que atras de toda essa nuvem de manipulações humanas século após século, nos resta a verdadeira existência de um único Criador, que não se interessa pelo que "achamos" que sabemos ou passamos a saber... e sim pela intenção de nossa busca pela harmonia e comunhão com ELE, nisso tudo que chamamos de vida...

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    1. Uma das confusões que as pessoas fazem no meu blog é achar que eu milito contra Deus, que sou ateu, ou algo do tipo. Esse blog apenas mostra porque não creio nos dogmas religiosos. Acho que quanto mais pregamos e estabelecemos esses dogmas humanos e malucos, mais distante as pessoas se tornam do Criador. Parece-me que as pessoas precisam mais de um livro milenar do que mesmo dEle.

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  5. Meu caro amigo Administrador, se existe Deus como creio que existe, tb existe Lucifer, eu não me importo o que vc se tornou ou para onde vai, como disse Jesus a Pedro a respeito de João " O que te importa o que acontecera com aquele, cuide tu de me seguires", traduzindo cada um cuida da sua salvação e vida. Eu só penso que sua cabeça foi feita para descrer, por isso que o multiplicar do conhecimento esfriaria a fé, o que significa isso? Significa sair do foco que é a Salvação por Jesus Cristo! O fato é que Judas traiu Jesus e morreu, se foi enforcado ou caiu da ribanceira ou levou um tiro, pouco importa, o que importa é que tanto Mateus quanto Lucas chegaram com a notícia " Judas morreu "! Pronto e acabou!

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    1. Eu lhe entendo Apocalipse (seria bom chamar-lhe pelo nome real). Por muitos anos eu também pensei assim como você, e nunca, em momento algum, imaginei não crendo mais no Evangelho.

      Às vezes, não são apenas questões intelectuais que nos levam a fé, na maioria das vezes, as questões são mais emocionais. Da mesma forma, quando perdemos a fé, o emocional também desempenha seu papel, pois creio que na emoção a fé nasce e na emoção a fé morre, a razão... bem, a razão só nos dá uma explicação mais tarde. Cada pessoa é influenciada por um motivo diferente. Alguns pensam, depois creem, outros creem, depois pensam, uns param de crer e depois buscam motivos e outros analisam motivos e deixam de crer. Não há uma resposta única.

      Quando questionamos para nós mesmos os fundamentos das religiões institucionais, os dogmas, as doutrinas e experimentamos situações na vida, vemos que o empírico não coaduna-se com o teórico da fé.

      Na verdade, os detalhes importam. Imagine que os Evangelhos fossem cheios, repletos, de ponta a ponta de coisas sem sentido e contraditórios e, no final, houvesse essa mensagem de que Cristo morreu e ressuscitou, acha que as pessoas deixariam de lado todos os erros em prol de uma ideia bonita de que alguém viveu e morreu por ela? Lógico que não! Logo, para acreditarmos, as coisas precisam fazer sentido, pelo menos para uma pessoa racional.

      Essa contradição bíblica é apenas uma peça de um enorme quebra-cabeça que dá uma tremenda dor de cabeça para os defensores do Cristianismo. Muitos e muitos pontos nos levam a rejeição do Evangelho como Verdade Universal. No entanto, como sempre digo, nenhuma evidência ganhará nossa razão enquanto formos dominados pelo coração.

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  6. Olá, concordo com vc em muitos pontos. Vejo muita deturpação nos escritos da bíblia. Conversando com alguns historiadores,eles sequer acreditam no julgamento de Jesus, quanto mais no calvário e tudo o mais e apontam razões difíceis de refutar, as quais dou uma pequena amostra;

    1)Pilatos jamais daria a um povo ou país dominado por Roma o direito de escolher qual a sentença de determinada acusação porque fazer isso seria uma demonstração de fraqueza (já pensou isso chegando ao conhecimento do Imperador Romano de que um de seus subordinados está concedendo o direito aos insurgentes para determinar o que fazer com os que são presos pelo império?, se isso fosse verdade imagine o precedente que ele estaria criando porque todo condenado iria exigir o direito a um julgamento, ainda que injusto);

    2) Se Pilatos não aceitaria o direito de escolha a sentença, muito memos o de escolher quem a cumpriria, até mesmo porque ela seria aplicada imediatamente, morte sumária. Aos que não acreditam nessa possibilidade, há um relato de que uma ou duas cidades da Palestina se negaram a pagar impostos à Roma. Os romanos chegaram lá e nem se deram ao trabalho de cobrar, simplesmente crucificaram 500 pessoas, isso mesmo 500, nelas incluídas crianças, mulheres e idosos e as colocaram na estrada para que todos que passassem vissem qual era o destino dos que se rebelavam contra o Império. Assim, fica difícil acreditar que um poder tão tirano, fosse dado a justificar suas decisões ou estaria preocupado com a opinião de uma casta sacerdotal, a qual ela poderia exterminar juntamente sem maiores explicações porque a democracia estava em outro lugar, na Grécia, e o império romano só tinha uma lei, a espada;

    3) O julgamento de Jesus foi uma construção feita para harmonizar e possibilitar a entrada do Cristianismo no mundo romano porque dava a responsabilidade do ocorrido aos judeus;

    4) Se era tradição libertar um condenado na Páscoa, hipótese que era muito difícil de acreditar, os dois ladrões crucificados junto com Jesus deveriam ter participado na escolha do povo e não apenas Jesus e Barrabás;

    Sem querer me alongar, já disse muito, suas ponderações e questionamentos vão de encontro ao que penso e muitos ainda mitigam no fundamentalismo e não estão prontos e dispostos a se desapegarem dos atavismos religiosos.

    MRX

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  7. Cara, acredito que ele foi se enforcar ai caiu no penhasco como acidente.
    Sei lá, talvez tenha sido misericórdia de DEUS!
    Talvez pode ser injustiça, o cara tava predestinado a trair, não tinha escolha!

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    1. Você disse: "acredito que ele foi se enforcar ai caiu no penhasco como acidente." Não sei se você leu o artigo inteiro, mas meu texto deixa claro que essa interpretação está errada. Uma pessoa já morta não pode conscientemente se jogar de um penhasco.

      "o cara tava predestinado a trair, não tinha escolha." Se Judas não tinha escolha, então Deus não pode puni-lo, é justo Deus condená-lo por ele fazer algo que ele mesmo não tinha escolha?

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  8. Contradição na morte de Judas?
    Mt. 27.5 “E ele, atirando para o templo as moedas de prata, retirou-se e foi-se enforcar.”
    At 1.18,19 “... precipitando-se, rebentou pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram. E foi notório a todos os que habitam em Jerusalém...”
    Em MT 27, judas “RETIROU-SE e foi-se enforcar” (enfatiza-se a história antes do enforcamento, o ato); enquanto que, em At 1, “precipitando-se, rebentou-se ao meio... E FOI NOTÓRIO...” (enfatiza-se a história após o enforcamento, as consequências)
    1° - Judas FOI-SE ENFORCAR, Mt; o que inclui PRECIPITAR-SE, At;
    2° - E ROMPEU-SE AO MEIO, At, seja porque se rascou durante a queda (quebra da espinha, ou..., ou...); seja por causa da “potrificação” (após um tempo o peso do corpo e a mortificação rasgaram seu corpo ao meio). Acredito no segundo caso (mortificação).
    O texto não dá importância aos detalhes minuciosos do enforcamento... Prá que daria? Só nos resta imaginar!
    Clóvis, Cariacica, ES.

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    1. Tudo que você argumentou é rebatido da própria postagem. Desde muitos anos antes de nascermos que cristãos contam a mesma história, que um relato conta o processo e o outro o resultado e que ambos se completam, etc, etc. A postagem explica de forma clara que isso não pode ter ocorrido.

      No texto grego de Atos nos diz que Judas estava vivo quando se jogou, mas isso não poderia ter ocorrido porque ele já estaria morto enforcado. Enfim, é tudo que eu já expliquei acima.

      E, como eu disse, realmente, para os cristãos, só resta imaginar e quanta imaginação! Fiz isso durante anos e anos para defender algo que, no fundo, eu sabia ser uma contradição!

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  9. Palavras suas: “Portanto, ou Judas “se enforcou” (Mateus) ou “se jogou” como diz em Atos.”
    Se eu tenho que escolher 1 das opções; então, eu não posso escolher as duas! Daí, pelo seu raciocínio, ele não pôde “se jogar” (At) “PARA” “se enforcar” (Mt).

    Todo seu argumento se baseia na impossibilidade da união dos 2 versículos. Daí pergunto: “- Como uma pessoa “se enforca” (Mt) sem “se jogar” (At) de cabeça”? Se você conseguir provar, eu digo: “Você é um gênio!” A conclusão é: Ele teve que “se jogar” (At) de cabeça PARA “se enforcar” (Mt), ou não?

    O relato é tão simples e muitos “estudiosos” gastam tanto tempo tentando provar erro de registro.
    NOTE: “SE JOGOU” (At) de cabeça PARA “SE ENFORCAR” (Mt) e após houve o rompimento do seu corpo AO MEIO (At). Se diz “ao meio”, já não é pelo rompimento da corda, nem do galho, é AO MEIO. O relato de Atos, em momento algum, fala que ele se arrebentou “ao colidir” com pedras, ou..., ou... O relato pula a parte do “COMO” e já vai direto para as “ENTRANHAS ESPALHADAS”. É tão difícil assim de entender?
    Você pode até dizer que é uma “Fábula”, “Invenção”... Mas dizer que essa “Fábula” se contradiz, é um erro gritante.

    Clóvis, Cariacica, ES.

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    1. Cara, o que mais me irrita é ver claramente que você não tem conhecimento de algumas coisas e ainda quer cantar de galo. A Bíblia NÃO FOI ESCRITA EM PORTUGUÊS.

      Você disse:

      Todo seu argumento se baseia na impossibilidade da união dos 2 versículos. Daí pergunto: “Como uma pessoa “se enforca” (Mt) sem “se jogar” (At) de cabeça”? Se você conseguir provar, eu digo: “Você é um gênio!” A conclusão é: Ele teve que “se jogar” (At) de cabeça PARA “se enforcar” (Mt), ou não?

      Cara, na teologia, um dos piores pecados é deturpar um texto sagrado e é isso que você está fazendo. Talvez isso não seja claro em Português, mas no texto original grego quando se diz que ele "se jogou" (At) isso está relacionado com sua queda do precipício e não com qualquer enforcamento!!! É o TEXTO QUE ESTÁ DIZENDO. No texto de Atos a queda não está relacionada a qualquer enforcamento. O texto está dizendo que ele PULOU de um precipício!

      και πρηνης γενομενος ελακησεν μεσος και εξεχυθη παντα τα σπλαγχνα αυτου.


      Dessa forma, o texto está difezendo que ele se jogou de um precipício e morreu. O texto não está dizendo que ele se jogou para se enforcar.

      SÓ COMENTE AQUI DE NOVO SE VOCÊ CONSEGUIR PROVAR, USANDO O TEXTO GREGO, QUE ELE SE JOGOU PARA SE ENFORCAR E NÃO DO PRECIPÍCIO. SE NÃO CONSEGUIR PROVAR GRAMATICALMENTE, AO INVÉS DESSA SUA INTERPRETAÇÃO PESSOAL, DETURPADA E NÃO AUTORIZADA, SÓ IREI DELETAR SEU COMENTÁRIO.

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  10. “A CONTINUAÇÃO”
    Palavras suas: "... Atos nos diz que Judas estava vivo quando se jogou, mas isso não poderia ter ocorrido porque ele já estaria morto enforcado..."
    O "Plágio" é bem claro em dizer que não é essa a ordem! Vamos montar o quebra-cabeça:
    (Mt 27:5) ... retirou-se e “foi-se enforcar”. (Atos 1:18) ... e, “precipitando-se”, rebentou pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram.
    Ele FOI SE ENFORCAR, e “para se enforcar ele tem de” SE JOGAR. Em seguida SE PARTIU AO MEIO. Basta interpretar baseado no contexto e ver que ambos se completam. Mateus pára o seu relato na atitude de ir “RETIROU-SE” E “FOI”, enquanto que Lucas CONTINUA a partir do ato em si “PRECIPITANDO-SE” “ARREBENTOU-SE”

    Analogia:
    Mateus falou: “Ele foi se matar” - atitude
    Atos falou: “Ele atirou e caiu” - ato e consequência
    Contradizem-se? Vamos juntar os relatos:
    “Foi se matar” (em Mateus - atitude), “deu um tiro” (em Atos – o ato) e “caiu” (em Atos – a consequência). Aí você diz: “Ele não poderia ter dado o tiro (em Atos - o ato) porque já estava morto (em Mateus - atitude)?”. A sua lógica não tem lógica.

    INTERPRETAR QUE, EM ATOS, HOUVE UMA QUEDA DIRETA AO CHÃO SEM A CORDA NO PESCOÇO É UM EQUÍVOCO: Não está escrito que ele se rompeu “imediatamente” (Lembre-se do que você citou: “Não ir além do que está escrito”), está escrito “E”. “E” não é = imediatamente; assim sendo, NÃO SE PODE dizer que foi “exatamente” após a “queda” que ele se rompeu ao meio.
    No texto que você publicou, está escrito que as ENTRANHAS se “DERRAMARAM” e não que “ESPALHARAM”. Ora, já que ele “se jogou/caindo”, segundo “sua visão de Atos”, deviria estar escrito “espalharam” (horizontal: cartas na mesa) por causa do impacto. Por que “derramaram” (vertical: água sobre plantas) dá ideia “COMPLEMENTAR” de que ele se jogou; em seguida, ficou pendurado NO PESCOÇO pela corda e após um tempo as suas entranhas “caíram”, como consequência da mortificação.

    A conclusão é lógica: EMBORA SEJA UMA “FÁBULA, PLÁGIO, INVENÇÃO, ENGANAÇÃO...” como você diz, NÃO HÁ CONTRADIÇÃO. NESSE CASO, HÁ CONTINUAÇÃO.

    Clóvis, Cariacica, ES.

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    1. Já respondi no outro comentário acima. Vou te dizer qual a base para meu argumento: O texto original em que isso foi escrito, o texto grego. Fora isso, é baseado na interpretação gramatical. Além disso, em um forum com pessoas que falam grego como língua materna estes comentaram que o texto diz o que eu e centenas de outros já entenderam. Veja minha pergunta em Jude's Death and New Testament Contradiction. Dudujr sou eu no forum.

      ATOS DIZ QUE JUDAS SE JOGOU DO PRECIPÍCIO. Dizer que ele se jogou PARA SE ENFORCAR é apenas sua interpretação, mas sem base em nada, exceto sua imaginação.

      Nem mesmo o texto diz isso. Na sua Bíblia, em Atos diz:

      "E ele se jogou para se enforcar e a corda torou, caindo do precipício". (Atos de Clóvis 1:19)

      Para sua interpretação ficar certa, você teve que juntar os dois relatos contraditórios, mexer na ordem referêncial do verbo, alterou a semântica original grega e criou sua versão: Ele coloca a corda no pescoço, se joga, depois a corda tora e ele cai do precipício.

      Nada disso é novo pra mim. Já ouvi essa versão dezenas de vezes. Mas é apenas isso, uma versão juntando dois textos que dizem coisas distintas.

      Fulano morreu com um tiro. Fulano morreu afogado. Como conciliar?

      Fulano estava na banheira, levou um tiro e agonizando, declinou-se na banheira. Acabei de harmonizar uma contradição clara, pois se você morreu de um tiro, seu corpo pode ter afundano em um oceano que não é afogamento, pois a pessoa já estava morta.


      Sobre o fato das entranhas terem derramado e não estourado é fácil explicar. O verbo original grego é ἐκχέω que significa derramar, como derramar água. (STRONG E THAYER) Imagine um jarro de água que cai no chão, o jarro estoura e o líquido é derramado.

      O entestino contém muito líquido. Portanto, na versão original de Atos, Judas caiu e o intestino foi corretamente DERRAMADO.


      SÓ POSTE OUTRO COMENTÁRIO AQUI SE VOCÊ PROVAR, NO ORIGINAL GREGO, QUE O VERBO "SE JOGOU" ESTÁ RELACIONADO GRAMATICALMENTE COM O ENFORCAMENTO E NÃO COM O PRECIPÍCIO, CONFORME DISSE. CASO CONTRÁRIO, IREI APENAS DELETAR SEU COMENTÁRIO.

      OPINIÕES ISOLADAS BASEADAS APENAS EM INTERPRETAÇÕES PESSOAIS QUE BUSCAM APENAS HARMONIZAR A FÉ NÃO SÃO INFORMAÇÕES VÁLIDAS AQUI.

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  11. Você diz: “Se tu postar eu vou apagar”. Mas antes dá uma lida!

    Mateus fala de “antes”, em Mt 27.5: moedas + retirou-se + foi-se
    Lucas “cita” o ato; e a consequência, em At 1.18: precipitando-se[?] + arrebentou-se + foi notório
    Lucas, em Lc 4.29, fala: “despenhadeiro do monte” + “precipitar”

    1° O versículo que aparece “precipitar” literalmente {katakremnizõ [significa lançar no precipício (kata para baixo + kremnos ladeira íngreme)]}, no original, é Lc 4.29; além de narrar palavras que mostram esse contexto: “despenhadeiro” e “monte”.

    2° Não encontrei "precipitou-se" [jogar dum precipício] em At 1.18. Encontrei uma citação literal: "tornou-se de cabeça para baixo" [prenes + ginomai]. Sendo assim, me parece que Lucas não quis narrar uma “precipitação” dum “despenhadeiro” do “monte”, em At 1.18; já que, no seu contexto; além de não apresentar nenhuma palavra semelhante a sua outra narração, Lc 4.29; também não usa o mesmo “verbo”.

    4° Além disso, após ser notório [At] em toda Jerusalém que ele “se jogou dum precipício”, escrever enforcar-se [Mt], ou vice-versa? Não me parece lógico!

    5° Desculpe-me se minha teimosia o irrita, mas não vejo essa sua “CONTRADIÇÃO”; vejo apenas uma citação de alguém que “se jogou” [no contexto e a palavra], o que “completa” [creio] a narração de Mateus. Ou segundo seu ponto de vista, acréscimo lendário.

    Clóvis, Cariacica, ES.

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    1. A junção de πρηνης junto com γενομενος é que transmite a ideia de "se jogar" de algum lugar. A primeira palavra πρηνης é um adjetivo nominativo singular masculino. Já a segunda palavra é um verbo aoristo particípio médio nominativo singular masculino.

      Não é apenas pegar as palavras, colocar o significado e bualá, temos a interpretação correta. Minha formação, além de teológica, é também em letras e posso te afirmar, categoricamente, que as palavras em si devem funcionar com base no contexto, tanto sincrônico, como diacrônico, gramatical e sintático.

      Por que erdutos especialistas no grego bíblico, como Bart. D. Ehrman, uma das maiores autoridades na Bíblia, também afirmam que a morte de Judas é uma contradição, se não fosse? Acha que pessoas como ele, que dedicaram 30-40 anos ao estudo da língua grega e do NT por inteiro sabem apenas palavras isoladas em grego?

      Hoje em dia, qualquer crente vai no google, ou algum programa, e acha essas palavras, mas isso não quer dizer que eles conheçam, nem muito menos dominem, o idioma do NT.

      Mesmo assim, você não irá aceitar, porque na sua cabeça, não importa os argumentos, A BÍBLIA NÃO SE CONTRADIZ. Então não importa o que se diga, eu posso reunir as maiores autoridades no assunto e você vai, de forma chata como tem sido, dizer no final: "mas, desculpe descordar...etc, etc".

      Eu fui honesto, pois fui cristão, cria e defendia como você, passei minha vida estudando teologia, as línguas, etc, etc. Mas, fui sincero no coração e reconheci que havia contradições, discrepâncias, dentre outras coisas nos dogmas cristãos.

      Me sinto culpado, pois entrei em um debate com uma pessoa que, desde o início, não estava disposta a ceder, afinal de contas, a Bíblia NÃO PODE ESTAR ERRADA. Dessa forma, qual é a lógica disso? Perdi meu tempo apenas!

      Mas não perdi ao mesmo tempo, pois esses comentários servirão para outras pessoas que verão os seus e os meus argumentos, e, tendo o coração sincero, verá quem está no caminho correto!

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    2. Por último, acho que já foi o suficiente. Não me darei o trabalho a ler, muito menos publicar outro comentário seu aqui.

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    3. Não existe qualquer dicionário, comentário gramatical do Novo Testamento, ou léxico do grego bíblico que diga que prenes + ginomai significa "jogar-se" apenas.

      Você só usou palavras soltas, nada de gramática. Não adianta você ir no google e apanhar essas palavras em grego sem nem saber como elas funcionam dentro da gramática grega.

      Por todas as questões linguísticas e de sintaxe, a ideia do versículo é simples e clara. Judas se jogou de um lugar alto e morreu ao se chocar com o chão, sendo essa uma visão diferente encontrada em Mateus.

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    4. A morte de judas - invenção!
      (Por Ermison Gomes)

      Não existe como relacionar dois texto que se diferenciam em tempo e espaço vou mostrar que todos estão esquecendo uma parte muito importante, Há uma parte do texto em Atos que isola o texto de Matheus; Como poderia judas está a conversar no templo e jogar as moedas devolvendo-as e sair a procura de uma árvore para se enforcar, naquela época imagino que não deveria ser muito difícil para alguém achar uma árvore pelo caminho e andando na estrada Judas passou por Matheus que perguntou: _ Onde vais judas? ele respondeu: _Vou só procurar uma arvore pra me enforcar. E Matheus disse: _ Ah! ta bom.
      Então Judas depois de escolher entre umas duzentas árvores, encontrou uma que estava podre e a beira de um precipício, isso exatamente uma hora mais tarde depois de ter devolvido as moedas de prata, pois acho que ele teria andado cerca de uma hora pra achar esse penhasco e a árvore perfeita para seu suicídio, logo judas parou e viu que havia uma forquilha que dava pro lado do precipício e disse: _huumm tá aí, essa é perfeita, eu ponho meu pescoço ali na forquilha e morro enforcado, (Obs. não falo de cordas porque não lembro que Matheus ou Atos tenham falado em cordas também) vejo que o galho está um pouco podre,entretanto, se eu não conseguir morrer enforcado certamente morro de uma queda, assim deixarei uma dúvida, se morri por enforcamento ou pela queda, hahaha, será ótimo para minha biografia, adeus mundo cruel e fim.
      Porém em Atos que foi escrito a cerca de 70 anos mais tarde por Lucas que era historiador e médico segundo uns entrometidos em história, Judas não devolveu as moedas, ele comprou campos com o dinheiro de sua iniquidade, agora eu me pergunto: Para que judas comprou campos se já teria um desejo de suicidar-se? E o fato de ele ter comprado algo que Matheus não menciona não torna o texto de Atos contradizente, claro que sim, pois todos na aldeia deveria falar dessas movimentações comerciais, além do mais era algo notório que todos gostariam de saber quem se tornara um dos mais novos fazendeiros na cercania, e leva tempo para uma pessoa negociar lotes e decidir o que fazer com tal coisa, e este tempo de procura por terras serviria para que a noticia circulasse entre os que conheciam a Judas; se ele criou ovelhas nesses campos então ele foi fazendeiro e ficou sendo fazendeiro só por um período de uma semana? Então como pode ter comprado campos, se tornado fazendeiro, depois pego o mesmo dinheiro que já não existia e devolvido no templo, para depois fazer o roteiro que Matheus escreveu? quer saber é tudo uma grande invenção! não pode existir contradições pois todos que creem na bíblia dizem que ela foi escrita por inspiração divina, então penso que por isso lucas não poderia esquecer de mencionar parte do que Matheus fala ou vice-e-versa por que Deus não permitiria que suas palavras fossem alteradas! Me digam em que dia e hora Judas foi ao templo? Em que dia comprou campos? Quando decidiu enforca-se foi depois de ter comprados campos ou antes? Não poderia fazer tais coisas isoladamente, pois se comprou campos não poderia devolver o dinheiro e seguir o texto de Matheus, e se devolveu o dinheiro e enforcou-se não poderia ter comprado campos e seguir o roteiro escrito por Lucas em Atos, bando de burros cegos!!!

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  12. Procura na internet por fotos de pessoas que se suicidaram de lugares altos, e veja se elas se romperam "ao meio".

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    1. Nossa, sério? Realmente seu argumento me deixou sem palavras. Vamos todos pesquisar no Google imagens e abandonar todos os demais argumentos escriturísticos.

      Você se supera a cada dia.

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  13. Olá, tudo bem? Meu nome é Carlos. Gostaria de te perguntar o que você acha da explicação dada pela Lição da Escola Sabatina da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Está no site:

    http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2012/li242012.html

    O texto é o seguinte:


    4. Que aparentes diferenças existem nos relatos da morte de Judas? At 1:18; Mt 27:5

    Durante muito tempo, os críticos da Bíblia afirmaram que esses versos davam relatos conflitantes sobre a morte de Judas. No entanto, uma pesquisa recente mostrou que a palavra traduzida como “precipitando-se” (“caiu de cabeça”, NVI) em Atos 1:18, também significa “inchando”. Portanto, é provável que, depois de se enforcar, Judas não tenha sido descoberto até que seu cadáver estivesse inchado, o que teria feito com que suas entranhas se arrebentassem. O ponto é que, aquilo que a princípio parecia ser contraditório demonstrou harmonia.

    A maior parte da Bíblia não é problemática. Nos poucos lugares em que algumas questões permanecem sobre aparentes “erros” ou “contradições”, a atitude prudente é humildade. Muitas pessoas naufragaram na fé, ao focalizar os “problemas” dos textos. Não fomos chamados para julgar a Palavra. Em vez disso, fomos chamados para obedecer a ela.

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    1. Olá Carlos, seja muito bem vindo ao blog.

      Bom, eu visitei a página. Algumas questões são facilmente refutáveis. O site diz que "uma pesquisa recente" mostrou que a palavra grega ali significa "inchado".

      A pergunta é, que pesquisa é essa? Dizer apenas que um pesquisa foi feita não prova nada Carlos. Onde foi feita essa pesquisa, como chegaram a essa conclusão? com base em que provas escriturísticas, quem eram os estudiosos e especialista no grego koiné envolvidos no assuntos?

      Não há qualquer referência, são palavras soltas. Eu posso muito bem, em nome da minha ideologia, escrever um artigo amanhã dizendo, "uma pesquisa recente feita por vários especialistas constatou que blá blá blá"; não obstante, será isso válido?

      Além disso, essa nova interpretação vai de encontro com praticamente todos os dicionários especializados no grego bíblicos, como o New Theological Dictionary of The New Testament, que, na minha opinião, é o melhor. Essa nova interpretação também colide com a tradição judaica e cristã de quase dois mil anos.

      Acredito, sinceramente, que os cristão nunca vão parar de inventar novas e novas interpretações para os textos bíblicos, pois quando uma porta se fecha eles correm procurando outra saída. Tudo isso acontece, porque, como você disse, os cristão tem completa convicção que a Bíblia é a Palavra de Deus e que devem obedecê-la, então eles nem de longe aceitariam que algo ou alguém diga que a mesma se contradiz ou contém erros.

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    2. Olá Eduardo, tudo bem? Eu coloquei a pesquisa pois fiquei em dúvida se aquele verbo realmente significava "inchar". Concordo que o relato do Evangelho de Mateus conta uma forma da morte de Judas e o livro dos Atos mostra um relato totalmente diferente. É estranho que Mateus estava junto com Pedro em Atos 1:18 e não discordou da versão de Pedro. Essa dúvida sempre estará na mente dos cristãos. Obrigado por sua resposta. Um abraço e tudo de bom pra ti.

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    3. Bom, queria até te parabenizar, de coração mesmo Carlos, tanto pela sua educação e forma sincera de indagar algo, como de ser alguém que, embora tenha fé, não deixa de ter dúvidas e isso é muito saudável. Desejaria que todos os demais cristãos e outros religiosos, no geral, fossem como você Carlos. Foi um prazer trocarmos informações e qualquer coisa esteja mais do que à vontade para comentar no meu blog.

      Fica com Deus, abraço forte.

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  14. Olá, Eduardo. Obrigado pelas palavras. Eu creio que a educação deve estar em primeiro lugar. Esse é o erro de muitas pessoas por ae, elas sentem que seus argumentos são atacados e acham que quem está mostrando uma outra visão está atacando elas de forma pessoal, quando na verdade não é assim. Às vezes,é necessário por nossas crenças à prova. Meu tio uma vez disse que devemos possuir um espírito crítico. Eu creio assim. Se a Bíblia é a Palavra de Deus, não importa a crítica, ela terá que resistir. Porém, se ela for palavras de homens, as críticas irão prevalecer e irão desmascarar ela. O importante é buscarmos a verdade e é isso o que Deus deseja. Um forte abraço pra ti e até mais.

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  15. Olá Eduardo, tudo bem? Sou o Carlos, queria perguntar pra ti sobre a tua posição na questão de quem foi o autor e quando foi escrito o livro de Jó. Você acha que foi Moisés o autor ou outro escritor? Valeu, até mais.

    O que você pensa sobre o Zoroatrismo e Satanás?

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    1. Olá Carlos... bom, são muitos assuntos ainda para publicar, acompanhe o blog e poderá ler algum artigo relacionado futuramente. Eu já escrevi algo por alto sobre o Zoroastrismo, bem como o livro de Jó, segue abaixo:

      O Livro de Jó 36:27-28 Descreve o Ciclo da Água?

      Pães Sem Fermento no Zoroastrismo e Cristianismo

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  16. Olá, Eduardo. Obrigado. Fiz essa pergunta porque estou estudando sobre esses assuntos e assim surgiu algumas dúvidas. Mas valeu pelos links que tu me passou. Até mais.

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  17. Este problema lembra um pouco a questão da carta de Elias no Antigo Testamento, não sei se você já escreveu sobre ela.

    Quanto às duas narrativas da morte de Judas, na verdade, penso que as contradições são maiores, pois ainda há os problema de quem na realidade comprou o campo do oleiro e qual a razão de ele ter passado a se chamar Campo de Sangue, além do fato da condenação de Jesus que é citada em Mateus.

    Seguindo os fatos em Atos:

    1 – Judas adquiriu um campo com o salário da iniquidade.

    2 – Precipitou-se, caiu prostado e arrebentou-se, tendo as entranhas derramadas.

    3 – Devido a isto, os habitantes de Jerusalém passaram a chamar o campo de Acéldama, Campo de Sangue.

    Em Mateus 26 e 27:

    - Jesus é levado ao sinédrio, onde é acusado de blasfêmia e considerado réu de morte, mas não diz que ele é condenado

    - Pela manhã, Judas toma conhecimento da condenação de Jesus (que não aconteceu ainda, pois ele nem havia ainda sido levado a Pilatos).

    - Judas tenta devolver as trinta moedas aos anciãos, que não aceitam.

    - Judas atira as moedas dentro do templo.

    - Judas sai para se enforcar.

    - São os anciãos que compram o campo do oleiro, após recolherem as trinta moedas do templo.

    - Os anciãos usam o campo do oleiro como cemitério para estrangeiros, e ele passa a ser conhecido como Campo de Sangue.

    Mesmo que se conciliassem as duas narrativas, fica o problema de quem comprou o oleiro e em que momento, fora o fato da condenação de Jesus. Quanto a este último, poderia se supor que Judas pensou que Jesus havia sido condenado pelo sinédrio, então em sua mente era como se ele tivesse sido já sentenciado.

    Josué, SP.

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  18. Concordo com o texto e muitos dos pensamentos do autor, mas te digo uma coisinha. Vamos lá:
    O ser humano não é 100% racional e nem 100% coração. Eu procuro me informar, me instruir, mas sem esquecer da minha família, colegas, amigos e pessoas que precisam de alguma ajuda. As duas coisas devem fazer parte do homem. Devo entender que q bíblia não é um livro 100% perfeito, pois foi escrito por homens. A história da inspiração divina é bastante contestável, visto que não pode existir contradição na PALAVRA de DEUS, né? O que acredito é que a Igreja fez algumas alterações na bíblia e retirou alguns livros por não considerá-los "santos" - os livros e evangelhos apócrifos. Assim, podemos supor que pode existir sim a VERDADE na bíblia, mas não em sua plenitude! Faz-se necessário termos bom senso quando a lermos. Separar as "viagens" das coisas sérias, santas (sem aspas). Valeu! Abraço. É só!

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    1. E como saber quais são as "viagens" e as "coisas sérias" da Bíblia?
      Leandro

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  19. gostaria de parabenizar pela matéria muito bem trabalhada

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  20. Olá caro Eduardo.
    Sabe li seu texto e achei muito bem elaborado, seu conhecimento da gramática grega é realmente impressionante e sua forma de explicá-los também. Seu conhecimento acerca dos textos bíblicos também é muito extenso e louvpavel. No entanto, conhecer as linguas maternas dos lívros bíblicos, saber explicá-los tão eloquentemente e ainda conhecer a Bíblia e a teologia não significa que você já tenha sido um cristão verdadeiro.
    Acredito que você já tenha sido um religioso do cristianismo que estudou muito a bíblia e a sua teologia, mas ser cristão verdadeiramente, não. Sabe, quando digo cristão verdadeiro me refiro a alguém que foi realmente lavado e remido pelo sangue de Cristo. Uma pessoa que procura realmente seguir a Cristo como seu salvador, tendo uma vida separada (santa). Uma pessoa que tenha nascido novamente, à partir de uma experiência verdadeira com Cristo. Experiência com Deus é algo que marca uma pessoa, e à partir dali, nada meramente humano é razão o suficiente para tirár-lhe a convicção de nada a respeito de Cristo.
    O que acredito é que você, como um religioso, foi convencido e depois com o racionalismo desenvolvido pelos seus estudos, deixou de achar que acreditava na Bíblia. Isso acontece muito, e não é porque a pessoa fica mais esclarecida, mas sim, porque nunca fora convertida verdadeiramente. Não tinha tido uma experiência que seja com Deus, de forma que o fizesse ter certeza de algo a seu espeito.

    Emfim, é muito fácil escrever, demonstrar todo o seu conhecimento e fluência no Koiné e na teologia, mas com isso despreza tudo o que Jesus, o Mestre, ensinou sobre a vida. Porque quando você faz isso, coloca muitos em mais incredulidade, negando-lhes o direito de chegarem ao conhecimento do evangelho. Também sou teologo e conheço o que vc disse, mas não creio nessa contradição, na verdade se vc fizer uma pesquisa que vá além das letras, encontrará autores que explicam muita coisa sobre textos contraditórios com explicações confiáveis. Porém é preciso ter humildade pra ter a mente aberta e reconhecer as sua falhas humanas, que todos temos. Exatamente por isso precisamos do Espírito Santo, que foi enviado por Cristo, para nos esclarecer da verdade.

    Oro para que você conheça o Cristo sobre quem você tanto estudou, e tenha uma experiência transformadora, fazendo de ti um excelente discípulo do mestre.

    Caso queira se comunicar comigo, escreva para marcelossolva_peregrino@hotmail.com.

    Abraço,

    Marcelo

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  21. Olá Marcelo, seja muito bem-vindo e obrigado pelo comentário, e mais ainda, pela forma educada e gentil, algo difícil quando religiosos comentam aqui, mais uma vez obrigado.

    Bom, aprecio suas palavras e ela, na verdade, são baseadas na concepção teológica do livre-arbítrio explicada no livro de Norman Geisler, Eleitos, mas Livres. Nesse livro ele debate sobre o Calvinismo e o Arminianismo, ou seja, se um indivíduo se afasta do evangelho é porque ele nunca foi um cristão de verdade (Hebreus 6:4-8; 10:26-31). Eu não acredito nisso, acredito que essa concepção foi criada justamente para nos prender, uma vez que todos querem ser cristãos verdadeiros e o cristão verdadeiro nunca se afasta, então... fica óbvio a conclusão.

    Experiência com Deus, ou do sobrenatural, são coisas muito subjetivas; eu até escrevi um artigo que será publicado no meu novo blog. Tive experiências que na época me fizeram chorar de emoção, mas que hoje vejo racionalmente o que foi aquilo que passei e do qual interpretei erroneamente.

    Enfim, é isso... esse blog mostra os motivos pelos quais eu não creio mais no cristianismo, embora não seja um ateu, mas isso não querer dizer que os outros devam deixar de crer.

    Abraço!

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  22. Gostem vocês rebeldes ou nao, o fato que as evidências filosóficas, históricas e científicas a favor da existência do Deus Cristão são bem maiores do que da não existência de Deus.
    Vejamos:
    EVIDÊNCIAS FILOSÓFICAS:
    Qualquer um entende que do NADA, nada pode vir a existir. Quando digo NADA, é o NADA ABSOLUTO da Filosofia (nem matéria e energia, nem espaço e tempo, nem espírito, nem matemática, nenhuma entidade real ou abstrata.) e não o ‘nada’ do vácuo quântico de Stephen Hawking e Krauss. No entanto, o universo existe e, portanto, não pode ter surgido do NADA.
    Observamos também que, no mundo, para tudo há uma causa; todo ser é contingente, pois depende da existência de outro ser para existir. Por exemplo, a causa do filho são seus pais; os seres vivos são formados por células, que são formadas por moléculas, que são formadas por átomos, que são formados pelas partículas subatômicas e assim por diante; toda a vida deriva da biologia, que deriva da química, que, por sua vez, deriva da física das partículas elementares; cuja causa é a energia e a matéria gerada no Big Bang.
    Porém, nesta sequência de causa e efeito, necessariamente deve existir uma causa primeva, um ser necessário, incontingente e eterno (que sempre existiu) e que é a causa de si mesmo e de todos os outros seres existentes. Portanto, logicamente e necessariamente, tem de existir pelo menos esse ENTE ETERNO que nunca foi criado e não causado por nada, mas que é causa de todas as outras coisas. Isso gera duas cosmovisões do mundo; uma que vai de cima para baixo e outra que vai de baixo para cima.
    E tem mais...

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  23. Para os filósofos gregos, São Tomás de Aquino, os teólogos e os crentes, esse ENTE ETERNO necessariamente tem de ser infinitamente grande, sábio e poderoso; pois, ele tem de possuir todas as qualidades que dá ao entes contingentes (aqueles que para existir precisam de uma causa anterior). E esse ente ou ser eterno nós chamamos de DEUS. Estranhamente, o Deus revelado por Jesus Cristo possui todas essas qualidades.
    http://andrehenriquerodrigues.blogspot.com.br/2010/07/as-vias-de-sao-tomas-de-aquino.html
    Nesta cosmovisão de cima para baixo, a suprema inteligência (ou Logos) criou a matéria e a energia, o universo e tudo o que existe. Notem que essa suprema inteligência eterna não precisaria necessariamente ser um ser antropomórfico, ou seja, ter um cérebro, órgãos e membros; ela poderia ser um ente espiritual ou abstrato como a própria razão (ou logos), amor, poder, etc. Seria algo cuja existência naturalmente é eterna e sem causa.
    Estranho que a própria Bíblia diz: “Onde está o AMOR aí está DEUS, porque DEUS é AMOR”.
    Será que Deus criou o amor, é amor, ou é o próprio Amor? Eis a questão!
    Já para os materialistas, esse ENTE ETERNO não é algo inteligente ou consciente, mas algo como uma energia ou partícula primordial que pelo tempo e acaso mais seleção natural “criou” todas as coisas. Notem que, neste caso, o tempo tem que existir naturalmente
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  24. Nesta cosmovisão de baixo para cima, a matéria e energia ou partícula primordial eterna (aliada ao acaso + tempo + seleção natural) “criou” todas as coisas superiores a ela; inclusive a ordem, a beleza, a inteligência e a consciência.
    Essa cosmovisão era mais fácil de ser aceita antes do Big Bang, pois a grande maioria dos cientistas acreditavam que o universo era eterno e estático. Com a Teoria do Big Bang, comprovou-se que o universo teve um começo no tempo; e, portanto, teve uma causa; o que dificultou muito essa linha de raciocínio.
    Seja lá o que for, o fato é que ninguém pode negar que este mundo físico, lógico e matemático, cheio de ordem e beleza, parece ter sido projetado e criado por um matemático e artista extremamente inteligente, talentoso e poderoso.
    Penso que se o homem, ao longo de toda a sua história, com toda a sua inteligência, ciência e tecnologia, têm se esforçado tanto para entender só um pouquinho do universo; imagina a inteligência e o poder para se inventar e criar tudo isso?
    Pergunto:
    Pode a desordem e o acaso ter gerado a ordem e a vida?
    Pode a não-inteligência ter gerado o código genético, a inteligência e a consciência?
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  25. EVIDÊNCIAS HISTÓRICAS:

    Ora, se DEUS existe, é razoável que em algum momento da história da humanidade Ele se revelasse ao mundo.
    E há evidências de que isso realmente já aconteceu; primeiro, houve uma revelação ao povo hebreu e, depois, a revelação pública de DEUS na pessoa de Jesus Cristo.
    E como podemos saber que houve essa revelação?
    Ora, se tem duas coisas que homem nenhum não pode fazer são profecias e milagres autênticos, que violam as próprias leis da natureza. E a Bíblia está cheio de milagres e profecias:
    Por exemplo, o artigo da Wikipedia sobre ‘CRISTO’ mostra dezenas de passagens do Antigo Testamento (escritas séculos antes do nascimento de Cristo) que se cumpriram na pessoa de Cristo, inclusive: que ele nasceria de uma virgem, falaria em parábolas, faria milagres, seria rejeitado e traído por trinta moedas de prata, seria acusado injustamente, seria rejeitado e ferido por nossas iniquidades, seria cuspido e esbofeteado, teria os pés e mãos transpassados, oraria pelos inimigos,lançariam sorte para repartir suas vestes, o fariam beber vinagre, não teria os ossos quebrados, um rico o sepultaria, ressuscitaria no terceiro dia, etc., etc., etc.
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  26. Alguns céticos argumentam que Jesus poderia ser um charlatão que aproveitou-se de algumas dessas profecias do Antigo Testamento.
    Porém, poderia ele ter forjado a profecia de sua própria crucificação, um instrumento de pena de morte usado pelos Romanos?
    “E Iahweh respondeu-lhe: Faze uma serpente abrasadora e coloca-a em uma haste. Todo aquele que for mordido e a contemplar viverá.” (Números 21,8)
    “Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que seja levantado o Filho do Homem.” (João 3,14)
    “Porquanto cães me cercaram; a assembléia de malfeitores me rodeou; traspassaram-me as mãos e os pés. Posso contar todos os meus ossos; eles estão-me encarando e mirando. Repartem entre si os meus vestidos, e deitam sortes sobre a minha vestidura.” (Salmos 22,16-18)
    “Então o crucificaram. E repartiram as suas vestes, lançando sorte sobre elas, para saber com o que cada um ficaria.” (Marcos 15,24)
    “Ele, então, lhes disse: ‘Insensatos e lentos de coração para crer tudo o que os profetas anunciaram! Não era preciso que o Cristo sofresse tudo isso e entrasse em sua glória?’ E, começando por Moisés e por todos os Profetas, interpretou-lhes em todas as Escrituras o que a ele dizia respeito.” (Lucas 24,25-27)
    E a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto demonstrou que tais profecias, realmente, foram escritas séculos antes do nascimento de Jesus Cristo.
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  27. EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS:

    Em 1973, o astrofísico e cosmólogo Brandon Carter, sugeriu a ideia do Princípio Antrópico e o ajuste fino das constantes cosmológicas.
    É como se o universo, desde o Big Bang, tivesse sido feito na medida para a existência do homem; o que, necessariamente, nos leva a um criador extremamente inteligente; já que são tantas as coincidências que fica quase que matematicamente impossível ser pura sorte.
    A ideia do Princípio Antrópico é tão forte que uma das poucas alternativas para dispensar um criador seria a existência do multiverso; com infinitos universos, cada um com leis e constantes físicas distintas, para termos a probabilidade de um universo ajustado para a vida como o nosso. Ou, então, que o nosso universo fosse quase infinito e as leis e constantes físicas variassem de ponto a ponto do universo e nós estaríamos numa região favorável.
    Vale a pena ler:
    http://www.cleofas.com.br/ver_conteudo.aspx?m=art&cat=110&scat=82&id=5240
    http://www.sbfisica.org.br/rbef/pdf/331504.pdf
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  28. Interessante também são as afirmações do Dr. Robert Spitzer; que, além de físico e filósofo, é também jesuíta:
    “… Spitzer assinalou que as provas científicas mais recentes evidenciam que “o Universo não é infinito, mas finito, que começou em um certo ponto (estimado aproximadamente em treze bilhões de anos) e está em constante expansão.
    ‘A complexidade do Universo se apóia em um equilíbrio incrivelmente delicado de 17 constantes cosmológicas. Se qualquer uma delas se modificasse uma décima a tetragésima potência, estaríamos mortos e o Universo não seria o que é’, adicionou.
    Do mesmo modo, assinalou que ‘cada modelo do Big Bang mostra o que os cientistas chamam uma singularidade, e a existência de cada singularidade exige que exista um elemento externo ao Universo’.
    Neste sentido, recordou que Roger Penrose, o famoso matemático e físico inglês, corrigiu alguma das teorias de seu amigo e colega Stephen Hawking, concluindo que todas as teorias do Big Bang, inclusive a chamada ‘teoria quântica’, confirmam a existência destas singularidades.
    Todas as explicações nos levam ‘a uma força que é prévia e independente ao Universo. Pode soar a argumento teológico, mas é realmente uma conclusão científica’, assegurou conforme informa
    La Razón.
    O perito indicou que ‘não se pode não aceitar a existência desta singularidade. Esta teoria é tão sólida que 50 por cento dos astrofísicos estão ‘saindo do armário’ para aceitar uma conclusão metafísica: a necessidade de um Criador, fora do espaço e do tempo’.
    FONTE: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=17187
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  29. Agora, se existe uma PROVA objetiva da existência de Deus, essa prova são os MILAGRES autênticos (que passam pelo crivo da própria Ciência) que ocorrem apenas na Igreja fundada por Cristo e em nenhuma outra religião do mundo. Pois, os milagres autênticos são o elo entre a fé e a razão, entre a ciência e a religião, entre Deus e os homens; são como que a assinatura de Deus para confirmar sua existência, sua Igreja e sua verdadeira doutrina.
    Se Jesus não existiu ou não fez milagres quando veio ao mundo e nem ressuscitou, com certeza, também não faz milagres agora; e, portanto, todos (repito: todos) os milagres da Igreja têm de ser falsos! Por isso, insisto tanto no estudo dos grandes milagres da Igreja, tais como: Santo Sudário (que nada mais é do que a foto radiográfica e tridimensional de um homem ressuscitando), Imagem de Guadalupe (cujo olho reflete a cena do milagre e cuja pupila dos olhos reage à presença de luz como se fosse um olho VIVO, cuja imagem mantém a temperatura de um corpo humano e têm batidas de coração, etc.), Santa Casa de Loreto (a casinha onde viveu a Virgem Maria milagrosamente transportada de Nazaré até Loreto, passando por outras cidades, durante a invasão islâmica à Terra Santa), Milagre Eucarístico de Lanciano (cuja hóstia e vinho virou carne e sangue de uma pessoa viva atualmente), Sangue de São Genaro (que se liquefaz no dia do seu aniversário), Coxo de Calanda (cuja perna reapareceu após enterrada por quase três anos), Espinho da Coroa de Cristo (cujo sangue coagulado se liquefaz a cada 11 anos, toda vez que a sexta-feira da paixão ocorre num dia 25 de março, o suposto dia da crucificação de Cristo), corpos e órgãos incorruptos de santos (que exalam perfume e destilam água e óleo por séculos) e tantos outros espantosos milagres que, por incrível que pareça, só ocorrem na Igreja Católica e em nenhuma outra religião do mundo. Isso é um fato espantoso e extraordinário que existe no mundo e que não deveria ser ignorado ou desprezado por quem quer que seja.
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  30. Quem ainda não viu, não deixe de ver, por exemplo, o incrível documentário do History Channel “GUADALUPE: UMA IMAGEM VIVA” (http://www.youtube.com/watch?v=7yTwabUjgYQ) e também o excelente e sério documentário do Discovery Channel “O MISTÉRIO DO SANTO SUDÁRIO” (http://www.youtube.com/watch?v=M9j38PmEGWA) e sua continuação “O SUDÁRIO DE TURIM” (http://www.youtube.com/watch?v=h_1_ag_H6Kk).
    Ou ler os livros “Milagres – A Ciência Confirma a Fé” e “Os Milagres e a Ciência”, do Pe. Oscar Quevedo.
    Ou mesmo em sites como OEPNET (http://oepnet.sites.uol.com.br/milagres.htm) e CIÊNCIA CONFIRMA A IGREJA (http://cienciaconfirmaigreja.blogspot.com.br/).
    E, também, sobre a doutrina e história da Igreja no site VERITATIS SPLENDOR e em tantos outros sites de apologética católica.
    Recomendo ainda o programa ESCOLA DA FÉ, do ilustre Prof. Felipe Aquino (engenheiro, físico, doutor pelo ITA, escritor, ex-reitor de universidade, apresentador, etc.), na TV Canção Nova todas as quintas-feiras às 20:40 horas (e também no YouTube); onde ele ensina muito sobre ciência e religião, sobre a história da Igreja e sobre a fé católica.
    É ver para crer!
    Portanto, dá sim para ficar ‘brincando’ de ‘Deus existe ou não existe?’; desde que ignoremos as grandes profecias e os grandes milagres da Igreja.
    Meu raciocínio é muito simples: Se Deus não existe, então, Jesus não era Deus e, portanto, todos (repito: todos) os milagres da Igreja fundada por ele, necessariamente, têm de ser falsos. Caso contrário…
    Por isso, digo e repito:
    QUEREM SABER SE DEUS REALMENTE EXISTE? ESTUDEM OS GRANDES MILAGRES DA IGREJA CATÓLICA!

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    1. OK, quero saber onde no texto ou no meu blog eu me coloquei como ateu... viajou na religiosidade ai camarada.

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    2. Para ficar com essas invenções, só sendo um ateu enrustido que se diz agnóstico ou deísta. Mas refutar o que escrevi que é bom, nada! :D

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    3. Calma cristão, tá ficando exaltado... é isso que teu deus carpinteiro te ensinou foi?
      Além disso, quais foram mesmo seus argumentos? Porque um monte de vídeo do youtube e nada pra mim é mesma coisa. Me faça uma pesquisa acadêmica com provas científicas ai eu vejo se vale a pena te levar à sério! ;-)

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    4. Já escrevi acima. Leia as evidências científicas e históricas! Se não refutou, é porque sabe que é verdade o que a Santa Igreja Católica afirma! Ainda há tempo, volte para ela.

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    5. Mas uma vez eu não preciso refutar uma coisa que não foi provada. Relatos de pessoas que se curam você encontra aos montes nas Igrejas evangélicas, no espiritismo, mas isso não te convence de que eles estão certos.... seus argumentos se resumem a um monte de palavra, sem citar livro, página, nenhum cientista, historiador, etc. Seus argumentos se resume em um texto enorme criado por você que não é uma autoridade em nada e um monte de vídeo do youtube.

      E por falar de "refutar algo", você está deixando um comentário sobre milagres em uma página que fala de contradições bíblica... você também sequer tocou no assunto da morte de Judas, por certo ficou sem saber o que dizer, né?

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  31. Judas apenas fez parte e vontade dos planos de Deus, como davi, Maria etc...Não saberemos qual o final de Judas perante Deus. Entendo q todo acontecido escrito é para aprendermos alguma coisa, Paulo, Maria tiveram o livre arbítrio? ou só fizeram parte dos planos de Deus? Qual passagem mostra o contrario.

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  32. Confesso que fico estarrecido como, em plena era da informação globalizada, ainda existam pessoas que sintam-se melindradas com uma abordagem técnica de interpretação onde se expõem DE MANEIRA CLARA E IMPARCIAL algumas contradições textuais.
    Por este motivo me vêm à mente algumas questões:
    - O Eterno, Soberano, Todo-Poderoso não é o Deus da Verdade?
    - Se Ele é o Deus da Verdade, quando alguém busca a verdade através de uma interpretação fidedigna significa que está indo contra o Deus da Verdade?
    - Se o livro que os líderes religiosos moldaram para apresentar como a "Palavra de Deus" apresenta contradições (algumas grosseiras) significa que o erro é de Deus ou dos humanos que editaram o livro?
    - Usar a dádiva divina chamada "raciocínio" para entender onde estão as deturpações do livro, mesmo amando e desejando buscar ao Criador, é pecado merecedor de castigo eterno?
    - Precisamos, de fato, confiar inquestionavelmente na totalidade do conteúdo da Bíblia para não irmos para o inferno?
    - Estaria, de verdade, um SENHOR Todo-Poderoso limitado às páginas de um livro adulterado por mãos humanas para nos alcançar com sua graça e nos livrar do sofrimento eterno?

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    1. Não sei se a pergunta é de retórica, mas caso não seja, respondo que o erro é humano, pra variar. Apontar erros humanos não é apontar erros em Deus.

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    2. Olá, Eduardo!
      Usei de pura retórica! O que eu quis foi justamente levar os advogados da Bíblia a refletirem sobre o fato de que, ao se fazer uma crítica textual, não se está apontando erros divinos mas, sim, erros humanos.
      Desculpe-me se não fui tão claro quanto deveria.

      *Obs.: Embora, até o momento, não tenha feito comentários quero dizer que acompanho seu blog há tempos e considero um dos melhores desse segmento. Quero adquirir seu livro na versão digital. Parece que só tem no formato epub. Como faço para obtê-lo no formato pdf?

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    3. Olá Rogério, obg pelo esclarecimento e fico muito feliz pelas suas palavras. O epub é um formato universal para livros digitais que pode ser livro em diversas plataformas. O livro realmente só tem em epud. Eu testei o ebook em todos os formatos, desde o Kindle até o PDF, e o mais elegante ficou no epub mesmo, por isso resolvi deixá-lo apenas neste formato.

      Qualquer dúvida estou à disposição!

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    4. @Eduardo G. Junior - "Apontar erros humanos não é apontar erros em Deus."

      Por acaso com isso tu quer dizer que Deus ainda assim é perfeito, mesmo que a Bíblia seja cheia de contradições e falhas e obviamente manipulada por homens corruptos? Com freqüência eu vejo esse "argumento" dos cristãos conhecidos como "moderados" (como espíritas, católicos não-praticantes, etc...) ou os chamados deístas, como se identifica o Administrador do blog aqui nos comentários.

      O problema dessa instância do "acredito em Deus mas não na Bíblia" é que a incoerência permanece, a contradição continua lá. Sim, a pessoa até se livra de ter que defender um texto inconsistente cheio de contradições, mas aí passa a adotar uma instância/postura contraditória em si, que é acreditar no deus da Bíblia mas desacreditar a Bíblia (ou pelo menos sua totalidade, o que dá no mesmo, já que tira-se da Bíblia seu crédito de inerrante). Acredita-se na alegação, mas desacredita-se sua fonte. Exemplo: o @Jean Bispo, lá pra cima nos comentários, o primeiro comentário (2012), ele diz que acredita em Jesus e Deus mas que vê na Bíblia erros grosseiros. Como assim!?!?!? É como não confiar numa pessoa por ela ser uma notória mentirosa, mas achar estar fazendo um ótimo negócio quando ela oferece a venda um bilhete de loteria premiado. Ou seja, se o livro santo é falho, se ele é tão cheio de conflitos, se lhe falta consistência e coerência, se traz como verdades alegações que hoje SABEMOS que são falsas (como doenças sendo causadas por espíritos maus e maldições ao invés de micróbios, ou que são tratadas com rituais de magia ao invés de substâncias químicas, etc...), se ele introduz como noções virtuosas e construtivas idéias que SABEMOS que são viciosas e destrutivas (escravidão, misoginia, beligerância, fanatismo, automutilação...), então por que acreditar em QUALQUER coisa lá contida? Por que escolher a dedo o que é e o que não é verdadeiro? E o critério usado na escolha é simplesmente o que é e o que não é agradável se fosse real? No que isso se diferenciaria de simplesmente inventar coisas do nada? Trata-se de uma fonte tão pouco confiável, tão falha, tão tosca, tão obviamente manipulada por homens primitivos corruptos, que termina não fazendo sentido algum tomá-la como referência pra coisa alguma.

      Então, POR QUÊ, porque manter a crença nesse deus e profeta depois de admitir falha na fonte que alega suas existências? E se os textos que compõem a Bíblia forem tão distorcidos ao longo dos séculos que o deus e profetas ali descritos já não tem mais nada a ver com os supostos "originais" manipulados? E isso supondo que ouve originais, pra começar.

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    5. [continuação por causa da limitação de caracteres]

      Por que supor que o deus e seu profeta/filho/encarnação/tantofaz ali descritos são oniscientes, por exemplo? Se eles fossem oniscientes mesmo saberiam que manifestar suas instruções pra humanidade através de um método como manuscritos de autoria e autenticidade inverificáveis causaria que suas instruções fossem trivialmente manipuláveis e ainda assim confiá-las aos cuidados de bárbaros primitivos ignorantes e corruptos? E dá pra supor que o deus e seu profeta são assim tão interessados mesmo no bem humano já que lhes era tão escancaradamente óbvio que o método escolhido era tão frágil e falho e que resultaria em distorções grotescas criadas por homens brutos primitivos malevolentes, coisa que renderia à humanidade séculos de atraso e sofrimento?

      POR QUE supor que o deus e messias retratados são sequer reais, então? POR QUE haveriam de ser? Tudo em volta deles é não apenas inconsistente e incoerente, mas acima de tudo tão avesso ao que é bom e virtuoso e construtivo, mas ainda assim eles são afirmados como bons e virtuosos e construtivos. Devemos tomá-los como bons e virtosos e contrutivos apenas na base da credibilidade do livro santo (conhecida como "fé"), sendo que o livro santo é assim tão cheio de incoerências? Devemos tomá-los sequer como reais? O deus Deus, o Jeová bíblico, o deus abraâmico, no Antigo Testamento é vingativo, intolerante, odiento, vaidoso, trata a existência humana como um objeto de sua vontade, exatamente como os homens-santos judeus no contexto da ocasião: conquistadores nômades do deserto, sempre buscando subjugar alguma tribo vizinha... os leões de judá. Já o deus Jesus, o messias, o deus "hippie" paz-e-amor do Novo Testamento, é indiferente às dores humanas por só lhe importar sua própria santidade a ponto de criar uma danação eterna através da noção de "pecado" (trivialidades inócuas que só são erradas porque ele assim determina), a danação pra qual ele seria o salvador, o rei heróico. "Querem te roubar? Que te roubem! não importa! entrega a capa e a túnica, só o que importa é que eu seja glorificado", "querem te bater na cara? Que te batam! não importa! mostra o lado da cara que ainda não foi batido, só o que importa é ter a vida eterna", "fome no reino? tanto faz! não te preocupa com o amanhã, Deus dará, só o que te importa é salvar tua alma através da renúncia a mim!", "não julga as outras pessoas, quem julga sou eu!", etc... Ele é o grande apaziguador de uma paz que só importa a ele próprio, e mais uma vez, exatamente como os homens-santos judeus no contexto da ocasião: conquistados pelo Império Romano, usurpados de seus poderes do passado (lá do Antigo Testamento), subjugados, agora interessados em paz e libertação ao invés de guerra e conquista... o cordeiro de Deus.

      Povo conquistador = deus leão de conquistas, "vâmo conquistá geral!"
      Povo conquistado = deus cordeiro de paz, "deixa disso, pessoal, vâmo se amá!"

      Deus que se vinga => deus que perdoa / deus de ira => deus de amor / deus de justiça que pune => deus de misericórdia que acolhe... Percebe como até os deuses em si são mais uma das inconsistências e contradições bíblicas?

      Não. Não faz sentido. A instãncia do "acredito em Deus e Jesus mas não na Bíblia" não faz sentido algum. É mais contraditória ainda que instância que ela busca evitar, que é a de conciliar e retificar as contradições bíblicas em si.

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    6. “Sim, a pessoa até se livra de ter que defender um texto inconsistente cheio de contradições, mas aí passa a adotar uma instância/postura contraditória em si, que é acreditar no deus da Bíblia mas desacreditar a Bíblia”

      R.: Onde você me viu aqui no blog dizer que desacredito na Bíblia, mas acredito no Deus da Bíblia? Queira fazer uma citação direta, pois isto é uma contradição de termos. Primeiro, no blog não falo sobre deus. Segundo, o termo deísta assume a postura da existência de um “deus”, mas é contrário a toda forma de religião e conceitos de inspiração, o que então levaria à contradição de termos que mencionei. Terceiro, meu deísmo não é bíblico – o que logo seria, na verdade, deísmo – mas baseado em leitura de filosofia. Como dizia Luiz Felipe Pondé, grande filósofo da USP, a ideia de um Ser fora do escopo material é uma ideia filosófica altamente complexa e evoluída. Se você acha que toda assertiva sobre a existência de Deus é um teísmo disfarçado, isso entrega apenas a escassez de leitura sobre o tema. Você parte do pressuposto que qualquer forma de deísmo tem como base a Bíblia e infelizmente tal asseveração é desprovida de qualquer fundamento filosófico.

      “Então, POR QUÊ, porque manter a crença nesse deus e profeta depois de admitir falha na fonte que alega suas existências?”

      R.: Porque uma coisa nada tem a ver com outra. Se a Bíblia nunca tivesse vindo a existência o conceito de “deus” ainda existiria.

      Para terminar, porque muito do seu texto dizia a mesma coisa que já esclareci acima, meu teísmo é conceitual. Isso significa que filosoficamente, à parte de qualquer fundamentação religiosa, eu penso na existência de Deus, mas, na vida, no dia-a-dia, sou o que se chama hoje de ateu pragmático, pois não cultuo deus algum, nem possuo nenhum ritual místico (necessidades altamente primitivas), tendo uma vida completamente secularizada. Sendo um deísta conceitual, eu não me ocupo em postular assertivas sobre Sua natureza, como, quem ou o que Ele é. Minhas conceituações teo-filosóficas fluam bastante e justamente por este motivo refreio-me de postular coisas acerca de deidades.

      Obrigado pela sua participação.

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    7. @Eduardo - "Onde você me viu aqui no blog dizer que desacredito na Bíblia, mas acredito no Deus da Bíblia?"

      Eu comentei sobre o que disse o outro Eduardo, o Eduardo G. Junior :

      *Eduardo G. Junior 1 de janeiro de 2015 17:57
      "o erro é humano. Apontar erros humanos não é apontar erros em Deus"*

      É uma opinião que deixa clara uma aceitação ao deus bíblico mas reconhece a existência de falhas na Bíblia, e eu deixei claro a quem me referia:

      *Atadolfo 3 de janeiro de 2015 11:44
      " @Eduardo G. Junior - 'Apontar erros humanos não é apontar erros em Deus'
      Por acaso com isso tu quer dizer que Deus ainda assim é perfeito, mesmo que a Bíblia seja cheia de contradições [...]? "*


      E não tinha ficado claro pra mim quem era o administrador do blog: tu, Eduardo, ou o usuário "Administrador", que é a quem eu me referia. Vi um "Administrador", só pude supor que era o administrador do blog

      *Administrador 1 de abril de 2012 10:35
      "Fui cristão fundamentalista por 12 anos. Hoje sou deísta"*



      "o termo deísta assume a postura da existência de um “deus”, mas é contrário a toda forma de religião e conceitos de inspiração"

      Sim, é verdade. Um deísta acredita em "um deus", ou seja, algum tipo de criador sobrenatural do universo, uma divindade genérica, abrangente, desconhecida, agnóstica... não o deus Deus, com "D" maiúsculo, o Jeová bíblico, o deus abraâmico, o deus que gosta de sangue de bode e prepúscios de filisteus. O meu comentário foi justamente sobre a incoerência de muitos que se dizem deístas, mas são tão teístas quanto um freqüentador da IURD, só não são fanáticos nem fundamentalistas, são na verdade moderados. Identificam-se como deístas, mas suas posturas não são de deísmo: desacreditam a Bíblia e as religiões organizadas com base nela, mas acreditam no deus por ela descrito

      Foi esse que me pareceu ser o caso das duas pessoas que mencionei (Eduardo G. Junior e Administrador)



      "você acha que toda assertiva sobre a existência de Deus é um teísmo disfarçado"

      E acho mesmo. Toda assertiva sobre um deus é uma característica de teísmo. A exceção seria, é claro, a afirmação de que exista um deus, mas um deus sem descrições, apenas um curto e simples "há um deus". Fora dessa alegação, quanto mais se diz a respeito de um deus, mais se dá características a ele, e mais o afasta de deísmo e o aproxima de teísmo

      Quando tu te refere ao deus Deus, o deus com "D" maiúsculo, tu deixa claro qual deus se trata (deus Bíblico, deus abraâmico), e esse deus não é nada como uma divindade deísta, nem um pouco abrangente ou genérico ou desconhecido, mas é um deus bem específico com características bem conhecidas. Não é apenas "um deus", não é um "conceito de deus" universal, uma coisa independente da Bíblia e que existiria mesmo se a Bíblia nunca tivesse vindo a existência, mas um deus único e objeto de religião organizada, logo, longe de um deísmo

      Mas talvez quando tu diz "Deus" tu te refira de fato a "um deus", o deus deísta genérico e desconhecido, mas aí nesse caso tu não usa um jeito bom pra te expressar. Não te surpreende se fizessem uma confusão com a tua opinião e entendessem uma coisa completamente diferente da que tu quis dizer, porque daí tu não faria uma distinção clara entre "um deus" e o deus Deus, que é justamente a distinção que separa deísmo de teísmo.



      "uma coisa nada tem a ver com outra. Se a Bíblia nunca tivesse vindo a existência o conceito de 'deus' ainda existiria"

      Sim, ainda existiria, mas a Bíblia não se limita a trazer um "conceito de deus" externo e preexistente a ela, ela usa esse conceito pra construir os seus próprios deuses específicos: Jeová e Jesus. Daí vem a minha opinião de que não faz sentido algum manter a crença nesse deus e seu profeta mesmo depois de se admitir falhas na fonte que alega suas existências, a Bíblia.

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    8. Eduardo, Eduardo G. Junior e o Administrador são todos a mesma pessoa. Eu sou o autor do blog. E se você acha que todo deísmo é um teísmo disfarçado, respeito sua opinião mas é desprovido de qualquer referência séria... não debato opiniões soltas aqui. Sou deísta e isso tem em absoluto nada a ver com a Bíblia, mas se tu acha, paciência!

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    9. "você acha que todo deísmo é um teísmo disfarçado"

      Eu não disse isso. Inclusive a minha resposta foi muito pra esclarecer essa questão. Por exemplo, da minha resposta anterior:
      "Fora dessa alegação [de que exista alguma forma não especificada/definida de divindade], quanto mais se diz a respeito de um deus/divindade, mais se dá características a ele, e mais o afasta de deísmo e o aproxima de teísmo"
      Ou seja, deísmo é a crença de que exista algum tipo de divindade, SEM ESPECIFICÁ-LA de maneira alguma, uma instância de "existe alguma forma de divindade"... ISSO é deísmo. Por definição é assim. A forma de divindade, o deus, acreditada no deísmo é completamente desconhecida, genérica, agnóstica.. Nesse caso não se dá características de qualquer tipo à forma de divindade acreditada. Quanto mais se atribui características a essa forma de divindade, e mais se acrescenta informação sobre ela, mais a crença nela se desloca do deísmo em direção ao teísmo. ESSA é a questão. No momento em que se dá uma característica qualquer ao "deus deísta", a crença deixa de ser deísmo e se torna teísmo. O teísmo é a crença em deuses específicos, deuses conhecidos, com características determinadas, o deísmo é a crença em uma "coisa divina" que é o oposto: não específica, desconhecida, sem características determinadas.

      A "coisa" na qual se acredita tem qualquer característica específica? Se sim, teísmo, se não, deísmo. Isso não é uma opinião minha, isso é um FATO. Essas são as DEFINIÇÕES de deísmo e teísmo, servem de características que diferenciam as duas coisas e as fazem ser mutuamente excludentes. Então não, eu não digo que deísmo é uma forma de teísmo, nem disfarçado nem evidente.



      "Sou deísta e isso tem em absoluto nada a ver com a Bíblia"

      Talvez... As tuas postagens dão a entender que tu atribui à forma de divindade na qual tu acredita, por mais abrangente que seja, por mais distante do Jeovazão genocida que seja, por mais moderada que seja, algumas características que pelo menos coincidem com descrições bíblicas do deus abraâmico.

      Exemplo, como eu expliquei no meu comentário anterior: tu te refere como "Deus" à forma de divindade na qual tu acredita. Essa é uma divindade, um deus, nada genérico, nada deísta, mas sim muito bem específico, muito bem conhecido, e com origem na fonte a qual tu desacredita: a Bíblia.

      Mas, como eu tinha dito, talvez tu use a palavra "Deus" sem te referir necessariamente ao deus bíblico (meio que um mal uso da palavra, e não ficou muito claro se é esse o caso). Se for isso, a contradição grande (acreditar num deus difundido por uma fonte na qual não se acredita) até desaparece, mas a instância de crença em no deus criador ainda assim não seria deísta. Nesse caso tu atribuiria a essa divindade na qual tu acredita a característica de ser um único deus, por exemplo. Assim a tua crença, que tu identifica como deísmo, seria uma crença monoteísta, seria um monoteísmo. MonoTEÍSMO. O simples fato de especificar a forma de divindade como sendo um número específico (1 pra monoteísmo e mais de 1 pra politeísmo) já descaracteriza o deísmo, já dá à crença características de teísmo que impedem a possibilidade de ser um deísmo. E de onde vem essa premissa de "deus único" mantida na nossa cultura? Exatamente...

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    10. Por gentileza me informe em que obra erudita você tirou esta definição de deísmo e teísmo, dizendo que é fato e não sua opinião.

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    11. Vai ser a minha QUARTA postagem que tu ignora quando te peço pra especificar o que exatamente tu quer dizer com "Deus" (quando não deixo claro qual é o problema de usar essa palavra pra descrever a divindade na qual tu acredita), que é a informação fundamental que define de vez a tua crença, e depois de uma resposta tua de duas linhas que não dá a mínima pras minhas paredes de texto, eu tenho que ir catar obra erudita pra dar suporte pra uma definição que sempre foi entendimento comum?

      Não.

      Aborda o que eu disse até aqui, aí eu vou atrás de obra erudita e catar citações e poraí a fora. Antes disso, não. Era pra ser diálogo, se não for, não me interessa. Tu discorda do que eu chamo de deísmo, sim, e? Tu nem te deu o trabalho de me dizer o que está errado no que eu disse... Vou argumentar o quê, vou explicar o quê, se eu nem sei bem o que é que está sendo questionado, o que é considerado errado?

      Também foi só uma parte do que eu disse que depende de definição de deísmo, o resto (o que seria "Deus", as semelhanças entre o que tu acredita e o que a Bíblia define, origem das características que tu atribui ao que tu chama de "Deus", etc...) tu nem sequer abordou, e se tu realmente precisa de uma obra erudita pra confirmar que teísmo é a crença em deuses com características específicas, então eu realmente não sei o que te dizer.

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    12. Olá Atadolfo, obrigado pela visita e por mais um comentário.

      Fique à vontade se não quiser mais comentar, pois se continuar com esta certa irritabilidade nos comentários, tu vai escrever a quinta, sexta, sétima, ou então nada mais escrever e assim ficamos em paz. Suas "paredes de textos" podem ser resumidas em duas linhas, você roda muito e argui pouco.

      Eu expliquei que aceitar a existência de um "deus" e fazer ponderações sobre ele é plausível dentro do deísmo, sem em nada ter a ver com o teísmo. Você discorda e definiu dizendo o deus deísta é um deus que nada sabemos, alienado, agnóstico, etc... logo, se eu digo que deus é perfeito, eu sou um deísta disfarçado de teísta, tornando-me contraditório, já que milito o teísmo bíblico.

      Toda esta "zoada" parte desta sua definição criada(?) do que é deísmo. Aqui no blog eu sempre coloco uma lista extensa bibliográfica e chove de crente aqui fazendo paredes de textos contradizendo as postagens. Muito fácil não? Eu fico um mês escrevendo um artigo, consultando obras e chegar uma pessoa achando que um texto enorme sem nenhuma/ou poucas referências é suficiente.

      Já que o assunto se resume nesta sua definição tacanha de deísmo, basta-me que me diga qual obra você tirou isso, pois tenho minha listinha aqui de livros que refuta sua posição, mas só usarei as cartas depois que você postar as suas. Se não quiser, encerramos por aqui, não tem problema algum. Esta não é a primeira vez peço referências e a pessoa arruma uma desculpa qualquer e desaparece do blog, me acostumei já.

      Se quiser debater "senso comum" seu debate é próprio para conversas de boteco. Meu interesse é em informação acadêmica, não tenho o menor interesse em achismos.

      Eu iria comentar o restante do seu texto, sobre as característica do que chamo de "deus" mas não gosto de nada desnecessariamente comprido, então decidi ir por partes.

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